SEGUIDORES

Mostrando postagens com marcador PANTUM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PANTUM. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

FRENTE A MINHA JANELA



Aqui, frente a minha janela,
Nas cordas do meu violão,
Despeço-me da primavera,
Transformada numa canção.

Nas cordas do meu violão,
Canto versos de despedida,
Transformada numa canção,
Desfecho duma vida vivida.

Canto versos de despedida,
Fragmentos do que restou,
Desfecho duma vida vivida,
Que o tempo não apagou.

Fragmentos do que restou,
Enche-me de inspiração,
Que o tempo não apagou,
As centelhas da emoção.

Enche-me de inspiração,
Cantar versos dum amor,
Que o tempo não apagou,
As centelhas da emoção,
Perpetuando calor e cor.

Cantar versos de amor,
É como se pintar uma tela,
Perpetuando amor e cor,
Aqui, frente a minha janela.

Maria de Fatima

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DESALENTO


(IMAGEM DO GOOGLE)

DESALENTO

Lá atrás da minha lembrança,
Deixei minha terra deserdada,
No silêncio da esperança,
Homem e bicho, vida vaziada.

Deixei minha terra deserdada,
Com sede, fome, desalento,
Homem e bicho, vida vaziada,
Pisando  pedras de sofrimento.

Com sede, fome, desalento,
 Essa terra fui deixando,
Pisando pedras de sofrimento,
De uma infância miserando.

Essa terra fui deixando,
Assaltada por lembranças duras,
De uma infância miserando,
Trazendo uma mala sem agruras.

Assaltada por lembranças duras,
Vim chorando a viagem inteira,
Trazendo uma mala sem agruras,
Pensando neles na torreira.

Vim chorando a viagem inteira,
Implorando a Deus compaixão,
Pensando neles na torreira,
Desprezados sem atenção.

Implorando a Deus compaixão,
Que dê ao meu povo esperança,
Desprezados e sem atenção,
Lá atrás da minha lembrança.

Maria de Fatima
(07/08/2013)