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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

BORBOLETAS NUAS



É momento de paz Onde? 
Aqui, Agora, Ali Tanto faz 
Que seja já,
Neste segundo. 
Eu quero... 
Eu posso ...
Eu decido... 
É meu ...
Todo meu, 
Este mundo. 
No trovão, 
Vou brincar. 
No temporal, 
Vou dançar. 
No terremoto, 
Vou vibrar. 
No vendaval, 
Vou descansar. 
Na tristeza, 
Vou sapatear. 
No medo, 
Vou avançar. 
No fogo, 
Vou passear. 
Na guerra, 
Vou cantar. 
E você vim convidar... 
Para comigo,
Plantar flores na lua, 
Ensinar a pedra sorrir, 
E um novo poema parir, 
Para as borboletas que moram nas ruas,
Em busca de suas cores vagando tristes, 
Por sentirem-se nuas. 

Maria de Fatima

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