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HORA CALADA
Era hora calada, o clarão da lua fazia-me companhia, enquanto rompia andando.
Não sei quanto tempo segui, emudecida, por aquele áspero caminho.
Ah!, tudo ao redor me parecia diferente.
A forma das flores, o cheiro da terra e até
a palpitação das estrelas...
Tudo cheirava bolor de velhice e abandono.
Que mudança se fizera em mim?
Não sabia!
Apenas estava ali.
Eu e o silêncio entre aquelas árvores,
apagada e muda,
à sombra de dolente melancolia.
Parei...
Sonolenta, rememorando velhas lembranças,
encolhida no meu ovo, hora calada.
Hora em que os lobos vão beber nos lagos rastejantes...cerrei meus olhos;
As estrelas desmaiaram.
Maria de Fatima

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