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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NOTURNO DESCANSO


Vagando entre corpos frios
Versos vagos...Desilusão...
Alma em agonia...Doce escuridão...
Piso folhas secas...Galhos feridos...
Cantando com o pássaro noturno.
Coberta por um pano negrume
Pingos de sangue embaça a íris
Encostada na beira do cais
Escrevo em gotas de fel
Letras vermelhas...Pena do réu.
Volto a minha catacumba
Para junto dos imortais.
Ao abrir aquele portal...Olho para trás...
A lua e eu ao léu... Noturno descanso,
Me despeço dos normais.


Maria de Fatima





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